Sobre

Seja bem-vindo(a)!

Como você deve saber, a Sala de Briefing é o local que reúne todas as informações relevantes para o seu próximo voo.

No nosso caso, queremos ir um pouco além e oferecer tudo que possa ser útil para você ter uma carreira bem-sucedida e sempre voar com segurança, incluindo:

  • Conhecimentos teóricos avançados;
  • Dicas de preparação para as provas da ANAC, ICAO, FAA, EASA e processos seletivos;
  • Maneiras de aumentar o seu aproveitamento e aprendizado durante as horas de voo e simulador;
  • Formas de lidar com os desafios da carreira minimizando o desgaste e a desmotivação nos momentos mais críticos;
  • E tudo mais que seja relevante para você.

Eu mesmo já passei pelo PP / PC / ICAO / Jet / …, e sei que muita coisa pode melhorar na aviação, ainda mais no Brasil.

Mas esse desejo por uma aviação melhor me levou a cometer um erro grave.

Em 2010, eu e meus pais fizemos a nossa primeira viagem para os Estados Unidos.

Como já íamos para Orlando, reservei um dia para visitar o campus de Daytona Beach da Embry Riddle Aeronautical University (ERAU), que ficava a 1 hora de carro.

(A Embry Riddle é, para mim e para muita gente, a melhor Universidade de Aviação do mundo.)

Chegando lá, o lugar era muito bonito. Algo que eu nunca tinha visto no Brasil, nem de longe.

Mas o que me marcou mesmo foi o pátio do aeroporto.

Eram 3 filas de aeronaves de última geração, a perder de vista.

Mais de 70 ao total.

Depois, eu ainda descobri que os alunos de lá têm um cartão para acessar o pátio de aeronaves, e outro para fazer abastecimento.

Isso fora os simuladores, as salas de aula, os apartamentos para alunos, os laboratórios…

Na época, eu estava voando Boero, Paulistinha e Cessna, tinha acabado de chegar o PP e estava no 3° período de C.A. da FUMEC.

A comparação da realidade brasileira x aquele mundo encantado foi inevitável.

E, honestamente, me prejudicou muito.

Porque, a partir dali, eu não consegui mais aproveitar as horas de voo no Brasil da mesma forma.

É difícil você ver o nível da aviação nos EUA e não ficar frustrado ao voltar ao Brasil e fazer as 70 horas VFR monomotor do PC com o instrutor roncando do seu lado.

É mais que difícil. É foda.

Aos poucos, a minha formação foi virando um checklist. Eu voava mais pra cumprir tabela do que por paixão, esperando que, quando eu fosse contratado por uma linha aérea, aí sim eu seria plenamente feliz e realizado.

Não que tudo tenha sido péssimo, pelo contrário. Nunca vou me esquecer do meu primeiro voo solo, da navegação que fiz para o Santos Dumont, da primeira hora de voo no Sêneca II (que eu quase fui parar na grama durante o táxi rs)…

Mas confesso que, durante mais da metade do PC (principalmente essas horas visuais), eu queria era que acabasse logo.

E esse foi o meu grande erro.

A aviação é muito exigente, principalmente com os pilotos.

Se você não estiver com o nível de paixão e motivação, fica muito mais difícil fazer o que precisa para superar todos os obstáculos (que não são poucos).

Uma hora, o desgaste é tão grande……

E o pior é que, pra quem tem avião no sangue, qualquer outra opção não serve. Ficar longe da aviação vai sempre ser fonte de sofrimento.

Personal brand story

Build trust and rapport

A MID-STORY PEAK MOMENT is a sequence of high conflict from somewhere in the middle of the story. We then go back to the “beginning” of the story, which will unfold chronologically until we’re again watching the opening sequence, this time played out to completion.

Story of Self

Desde pequeno, eu era fascinado por controles e botões, e sonhava em estar no comando de alguma máquina. Quanto maior e mais complexa, melhor.

Comecei com o sonho de ser motorista de caminhão de lixo.

Mas, com o tempo, meu sonho foi se sofisticando: evoluiu para motorista de ônibus, e, depois, para piloto de avião.

(Parou por aqui mesmo, não chegou no estágio astronauta. Para o alívio da minha mãe.)

Um belo dia, quando eu estava com uns 10/11 anos de idade, minha mãe me liga dizendo que estava na livraria, que achou um tal de “Flait Simuleitor 2000”, e me perguntou se eu achava legal, se queria que comprasse.

Eu nem sabia o que era, mas era óbvio que eu queria.

Dali pra frente, eu entrei num caminho sem volta.

Só queria saber de avião.

No começo, aprendi a achar o aeroporto pelo GPS do avião… Depois, a pousar por ILS no curso do Rod Machado, que vinha junto com o Flight…

Mas o grande aprendizado mesmo foi na IVAO.

Aprendi regulamentos, meteorologia, voo IFR, FMC/FMGS…

Simulei pane no B737 da PMDG, estudei sistemas do A320, transferi combustível entre os tanques do Concorde da Flight Sim, fui controlador de voo virtual…

E também tive a oportunidade de virar staff e de crescer dentro da equipe, até chegar ao cargo de coordenador de treinamento, onde eu pude não só aprender como ensinar também.

Enfim, parecia que tudo só podia melhorar dali pra frente.

Mas eu estava enganado.

Em 2008, antes de prestar o vestibular, eu ficava navegando nas páginas da Embry Riddle (pra mim e pra muita gente, a melhor Universidade de aviação do mundo) e sonhava em estudar lá um dia…

Infelizmente, na época eu não consegui convencer meus pais de que era uma ótima ideia gastar o triplo na minha formação e me mandar sozinho pra outro país a mais de 7.000 km de distância por 4 anos só porque eu queria muito.

(Não consigo entender os pais às vezes…)

Enfim, vida que segue. Prestei vestibular na FUMEC para Ciências Aeronáuticas e fui aprovado.

O primeiro ano foi ótimo.

Me lembro até hoje da sensação de estar num ambiente com pessoas iguais a mim, que também só falavam de avião.

Era totalmente diferente do ensino médio, em que os outros me achavam esquisito por gostar tanto de aviões.

(Bom, eu também dei motivo: eu levava a ICA 100-12 ou algum capítulo do FCOM do A320 pra ler durante as aulas que eu não gostava rs.)

Até o segundo ano de faculdade, tudo seguiu bem. Chequei meu PP (e no Boero ainda, o que não é muito fácil), tinha ótimos amigos na faculdade…

Estava no auge.

Story of Us (headline)

Why are we alike?

Why should we care?

Story of Now (headline)

As empresas vêm exigindo cada vez mais nos processos seletivos. Isso não é novidade.

Para entrar em uma linha aérea, Jet Training e ICAO eram diferenciais. Agora são pré-requisitos.

Curso superior, principalmente em Ciências Aeronáuticas, está quase virando obrigatório.

E os cursos preparatórios para a linha aérea, que estão surgindo agora, vão seguir o mesmo caminho.

Isso gera dois grandes problemas para nós.

O primeiro, obviamente, é ter que desembolsar um valor ainda maior antes de conseguir um bom emprego na aviação.

E o segundo, pra mim, é ainda pior.

O principal fator em um recrutamento passa a ser quanto dinheiro você investiu.

Se você pagou todos os cursos e atingiu os mínimos, está dentro.

Não importa se passou com 70% ou com 95%.

Não importa se você fez mais perguntas ao instrutor porque queria aprender de verdade ao invés de só decorar pro exame…

Não importa se você se aprofundou em um determinado assunto apenas por curiosidade, mas obviamente esperando que o seu esforço fosse reconhecido no futuro…

O que importa é você financiar a sua própria formação (dando menos despesa para a companhia) e manter uma performance dentro dos mínimos.

Isso é uma inversão de valores muito grande.

Com potencial para causar acidentes, inclusive.

Voar não deve ser para quem paga mais.

Deve ser para quem fez por merecer. Para os mais habilidosos. Os que têm mais conhecimento. Os que se dedicaram mais.

Os que nasceram pra isso.

Mas, há algo que nós podemos fazer.

E precisa ser feito agora.

Senão, vamos seguir o mesmo caminho da Europa, e ser obrigados a gastar entre €60.000 (R$270.000) e €132.500 (R$600.000) em um programa de treinamento que te prende a uma única empresa (e sem uma garantia de contratação ao final).

Não se engane, você ainda vai ter que estudar e ralar muito para

Mas eu sei que, no fundo, isso não é um problema.

O verdadeiro problema é pagar uma fortuna e ver um bando de pano preto entrando na sua frente, e você sem voar… Isso não pode mais acontecer.

Claro, serão necessárias várias etapas até que a regra para contratações volte a ser a competência e o esforço, ao invés do QI e do dinheiro.

A primeira é reunir as pessoas que pensam como nós e tornar o conhecimento teórico facilmente disponível.

Vamos criar uma rede de apoio para que nós possamos ajudar uns aos outros, e criar uma vantagem competitiva através do nosso conhecimento, estando preparados para qualquer prova.

As outras envolvem a forma como a instrução prática é realizada hoje, tanto nas escolas e aeroclubes como nas linhas aéreas.

Mas elas só podem acontecer depois da primeira, senão não adianta nada.

O essencial é que você seja recompensado pelo seu esforço e dedicação com uma vantagem competitiva no mercado de trabalho.

O primeiro passo é você estar muito bem preparado para qualquer oportunidade de trabalho.

Porque, na aviação de hoje, as oportunidades ainda são escassas. E na hora que elas surgem, há zero tempo para se preparar. Você já precisa estar pronto.

Por isso, eu escrevi o artigo sobre como estudar. Porque sei que você vai se beneficiar muito. E, quem não quer nada com nada e não leva a aviação a sério, jamais vai colocar em prática.

Aproveite. Conquiste aquilo que você sabe que merece.

Um grande abraço!

Foto Lucas Bagatini
Lucas Bagatini
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